quarta-feira, 30 de maio de 2007

A Vida das Estrelas

As estrelas nascem de imensas nuvens de gás compostas por Hidrogênio e Hélio. Nessas nebulosas pode ter regiões com maior concentração de gases, então a força gravitacional é maior, o que faz com que ela comece a contrair. Com a contração ela esquenta (a temperatura dos gases aumenta). Quando há muito gás a temperatura aumenta o suficiente para “acender” o combustível nuclear e iniciar a queima do hidrogênio (fusão nuclear), assim liberando muita energia. Após esse processo nasce uma estrela. Se não houver massa suficiente, após a contração o objeto começa a esfriar, é o que chamamos de anãs marrons. Esse astro é mais parecido com planetas como Júpiter do que com estrelas. Depois que as estrelas nascem elas começam a produzir Hélio a partir do Hidrogênio, o Hélio é queimado produzindo o Lítio. Com esse processo são criados novos elementos. O que mantém as estrelas estáveis é o equilíbrio entre a força gravitacional e a pressão. Quanto maior a temperatura maior a pressão. Os tamanhos das estrelas podem ser bem diferentes. O seu diâmetro pode variar de um centésimo do diâmetro do Sol, até mil vezes esse tamanho. Para se ter uma idéia, o diâmetro do Sol é de 1 milhão e 400 mil quilômetros, aproximadamente cem vezes maior que o da Terra. As estrelas produzem energia pela fusão nuclear. Nesse processo dois elementos se fundem para fazer um elemento mais pesado, liberando mais energia. Fissão nuclear é um processo diferente, é utilizado nas usinas nucleares e ocorre exatamente ao contrário. -Texto de Agnes A temperatura do centro da estrela vai aumentando conforme seu combustível nuclear é queimado, provocando uma expansão da estrela, chamada de Gigante Vermelha. Daqui a 6,5 bilhões de anos, o Sol entrará nessa fase e engolirá Mercúrio, Vênus e Terra, chegando perto de Marte. A morte das estrelas é de acordo com a sua massa. Se ela for oito vezes menor que a do Sol se esfria lentamente. Então torna-se uma Anã Branca, que libera alguns gases que formam uma Nebulosa Planetária. As Anãs Brancas podem ser aproximadamente do tamanho da Terra, porém com a massa parecida com a do Sol, o que significa que elas são muito densas e possuem muita gravidade. Durante a sua vida a estrela produz novos elementos, liberando energa. Porém para produzir um elemento pesado como o ferro, consome-se energia. Temperatura é extremamente ligada a energia, então a estrela resfria-se rapidamente, fazendo com que as moléculas do Sol se agitem pouco, então a pressão cai. Sem a força do movimento das moléculas para concorrer com a gravidade, os elementos da estrela são atraídos com muita força para o núcleo, agora de ferro, e por encontra-lo sólido, quicam e são lançados para o espaço. Esse fenômeno é conhecido como Supernova. Com a energia gerada pela explosão são produzidos elementos mais pesados do que o ferro. Os gases que foram liberados dão origem a nebulosas que podem até gerar novas estrelas. O futuro do que restou do núcleo depende mais uma vez da sua massa. Se ela for 2 ou 3 vezes menor do que a do Sol, se tornará uma Estrela de Nêutrons, e se for maior virará um Buraco Negro. -Texto de Ligia Uma estrela de neutrons é uma estrela inimaginavelmente densa, muito pequena, que é composta principalmente de neutrons firmemente reunidos.Uma estrela de neutrons típica tem, aproximadamente, 3 vezes a massa do Sol mas um raio de, apenas, 10 quilômetros. Este corpo difícil de ser observado tem uma atmosfera fina de plasma de hidrogênio superquente e uma crosta. Ela tem um diâmetro de, aproximadamente, 5 a 16 km e uma densidade de, aproximadamente, 1015 g/cm3. De acordo com os astrônomos um cubo de açúcar de material de uma estrela de neutrons, trazido para a Terra, pesaria tanto quanto toda a humanidade, e uma colher de chá de uma estrela de nêutrons pode pesar um milhão de toneladas. Uma estrela de neutrons é a região central implodida de uma estrela de grande massa e que foi produzida por uma explosão de supernova. Sob enormes forças gravitacionais, os elétrons foram comprimidos dentro de prótons e produziram neutrons. Ela tem uma massa típica de 1,4 vezes a massa do Sol, um raio de, aproximadamente, 8 quilômetros e a densidade de um neutron. -Texto de Elisa As estrelas com massa estupidamente grandes, quando morrem se transformam em buracos negros. Mas afinal o que é um buraco negro, que instiga a nossa curiosidade? Eles são resultados da explosão de uma estrela com muita massa. A força gravitacional é tão descomunal que nada pode impedir que sua matéria caia indefinidamente até o centro. Próximo do buraco negro o campo gravitacional é muito intenso. Para se ter uma idéia, existe uma certa distância do buraco negro, chamado horizonte de eventos, onde nada pode sair, incluindo luz! A atração gravitacional fora do horizonte de eventos é a mesma que outro corpo com a mesma massa exerceria. Porém, essa atração aumenta sem limites a medida que ele suga material próximo. Desta maneira, um único buraco negro pode conter a massa de milhões de estrelas. Os buracos negros só podem ser vistos graças a matéria que é sugada por ele, que começa a girar muito rápido em torno do buraco negro, formando um disco que emite luz. Se não fosse por isso, não o veríamos, pois ele sozinho não emite luz. Porém, para melhor explicação sobre estes fenômenos, seriam necessários conhecimentos físicos e químicos mais aprofundados, dos quais o grupo não possui. Além do fato de que esses fenômenos ainda estão sendo estudados, e intrigam muito os cientistas -Texto de Gabriel

-Fonte:http://www.cbpf.br/~martin/CAMS/Estrelas/vidaestrelas.html#planebuV

terça-feira, 15 de maio de 2007

A Ave Mitológica Fênix

O assunto do post do deste dia 15 é a ave mitológica fênix, que nos inspirou a criação do nome deste blog. De acordo com a mitologia egípcia, a fênix representa o Sol. Assim que completa 500 anos, ela coleta mirras e ervas e faz um ninho e ali é tomada em chamas. De suas cinzas nasce uma nova fênix. Assim ela se assemelha ao Sol que "morre" e renasce das cinzas todos os dias. A seguir a descrição da fênix por Ovídio, um poeta: "A maior parte dos seres nasce de outros indivíduos, mas há uma espécie que se reproduz sozinha. Os assísos chamam-na de fênix. Não vive de frutos ou flores mas de incenso e raízes odoríferas. Depois de ter vivido quinhentos anos, faz um ninho de ramos de um carvalho ou no alto de uma palmeira, nele ajunta cinamono, nardo e mirra, e com essas essências constrói uma pira sobre o qual se coloca, e morre, exalando o último suspiro entre os aromas. Do corpo da ave surge uma nova fênix destinada a viver tanto quanto sua antecessora. Depois de crescer e adquirir forças suficientes, ela tira da árvore o ninho (seu berço e sepulcro de seu pai) e leva-o para a cidade de Heliópolis, no Egito, depositando-o no Templo do Sol." - Texto de Gabriel. -Fonte: O Livro de Ouro da Mitologia, de Thomas Bulfinch, Editora Ediouro.

A fênix é uma ave da mitologia grega, egípcia, mas também do folclore japonês, chinês e outros. Da mitologia grega diz Herótodo: "Eu mesmo não a vi, exceto pintada. Parte de sua plumagem é de ouro e parte carmesim; quanto ao seu formato e tamanho, são muito semelhantes aos de uma águia".

Temos visões diferentes sobre a fênix, como por exemplo a de um historiador filosófico: "No consulado de Paulo Fábio, a milagrosa ave conhecida no mundo pelo nome de fênix, que havia desaparecido há longo tempo, tornou a visitar o Egito. Era esperada em seu vôo por um grupo de diversas aves, todas atraídas pela novidade e contemplando maravilhadas tão bela aparição. (...) O primeiro cuidado da jovem ave, logo que se empluma e pode confiar em suas asas, é realizar os funerais do pai. Esse dever, porém, não é executado precipitadamente. A ave ajunta uma certa quantidade de mirra e, para experimentar suas forças, faz frequentes excursões, carregando-a nas costas. Quando adquire confiança suficiente em seu próprio vigor, leva o corpo do pai e voa com ele até o altar do Sol, onde o deixa, para ser consumido pelas chamas odoríferas." -Texto de Agnes. -Fonte: O Livro de Ouro da Mitologia, de Thomas Bulfinch, Editora Ediouro.

O grupo escolheu a fênix para nos representar devido ao seu significado para os gregos, chineses, egípcios e cristãos. Segundo a lenda, a bela ave construía uma pira de ramos de canela, sálvia e mirra quando sentia-se próxima da morte e se queimava em suas próprias chamas. Das cinzas nascia outra fênix, que levava os restos de seu antecessor num ovo de mirra à cidade egípcia Heliópolis, onde os colocava no Altar do Sol. Acreditava-se que estas cinzas eram tão poderosas que seriam capazes de ressuscitar os mortos. O imperador romano Heliogábalo tentou comer carne de fênix para alcançar a imortalidade, mas enviaram-lhe uma ave-do-paraíso no lugar da desejada. O imperador a comeu, porém foi assassinado pouco depois.

No cristianismo a fênix tornou-se símbolo popular da ressurreição de Cristo, que morreu crucificado na sexta-feira santa e voltou a vida no domingo de Páscoa.

Estudiosos acreditam que a lenda tem origem oriental e foi adaptada pelos sacerdotes do Sol de Heliópolis como representação do Sol, que morre e renasce diariamente. A fênix simboliza também a imortalidade, esperança e vida após a morte.

-Texto de Ligia. -Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%AAnix

Pelo fato do nosso blog tratar do assunto de astros, nós escolhemos a fênix para nomeá-lo, pois representa o Sol que "nasce e morre" todos os dias, em um longo ciclo.

sábado, 28 de abril de 2007

O Sol

Como 2007 é o ano Internacional Hélio Físico, dedicado a estudos sobre o Astro-Rei, nosso primeiro assunto de postagem é o Sol.
O Sol se localiza no centro do Sistema Solar e o campo gravitacional gerado por ele é o que mantem todos o planetas em órbita. A massa do Sol corresponde a 99% do Sistema Solar, e equivale a 330 mil vezes a da Terra. A temperatura da "superfície solar" é 5,5 mil graus Celsius. O que se chama de "superfície solar" na verdade é um gás 250 mil vezes mais rarefeito do que a atmosfera terrestre.
O Sol fica a 150 milhões de km da Terra. Porém mesmo tão longe, a luz emitida por ele demora apenas 8 minutos para chegar aqui. Diariamente o Sol perde 380 milhões de toneladas transformadas em energia. Graças a isso seu poder de atração diminui gradativamente, por isso a Terra se afasta dele 3mm ao ano.
Os cientistas estimam que daqui a 5 bilhões de anos o hidrogênio solar, que é seu combustível, acabará. O Sol então se transformará em outro tipo de estrela, modificando as condições físicas no Sistema Solar. Mas afinal no que Sol se converterá quando seu principal combustível se esgotar? Este assunto será melhor aprofundado em postagens futuras.
Fonte: Revista Galileu, edição número 189, correspondente ao mês de abril de 2007